Guia 450 Sabores do Rio 40 – Cachambeer: um boteco épico, com petiscos heróicos e deliciosos

Meninas ficam espantadas, e encantadas, com o costelão recém-saído do forno de bafo, onde fica por horas assando lentamente

Meninas ficam espantadas, e encantadas, com o costelão recém-saído do forno de bafo, onde fica por horas assando lentamente

Há um certo sentido épico na existência do Cachambeer. Numa bebedeira, Marcelo Novaes, o dono atual deste boteco com trocadilho anglófilo no nome tipicamente carioca, acabou comprando o bar, do qual era frequentador assíduo. Hoje ele preserva o ritual copioso e está lá, batendo ponto dia sim, outro também, ajudado por sei fiel escudeiro, o Pança, que comanda a churrasqueira com heroísmo heróico, na calçada. Como Don Quixote e Sancho Panza, formam uma dupla e tanto. Marcelo montou um boteco de sonhos, quase um devaneio. A costela no bafo é uma epopeia carnívora, os ossos expostos, a carne longamente assada por horas e horas, do tipo que se desmancha ao olhar, nem precisa colher, aquela cebola desmaiada que ajusta o sabor, dando delicados contornos adocicados. Há porções de tamanhos variados, para até seis pessoas. As menores servem três. Quatro até, caso recorram aos petiscos preliminares. Até seis ou oito, até dez, caso as pessoas encarem o costelão como tapa, a maneira espanhola do petiscar comunitário. Com pompa e circustância. O cardápio é enorme, investindo pesado nas iguarias mais calóricas possíveis, e das mais apropridas para serem divididas entre muitos, entre elas duas das porções mistas, no meio de uma seleção com várias, uma chamada Infarto Completo, outra de Tábua Hipertensão (o primeiro, com torresmo, coração e aipim, entre oito itens; e o segundo um combinado com sete carnes, como cordeiro, paio, camarão à milanesa e costelinha de porco, com dois molhos: rosé e barbecue). Outro elemento de destaque é o palmito in natura, coberto com muito camarão e Catupiry (mesmo crustáceo que estrela um dos pastéis mais famosos da casa). O chamado Porquinho embriagado é uma costelinha laqueada em muita cerveja preta, servida com farofinha de bacon, alho torrado e uma dose de pinga. Tudom na medida exata. A deliciosa loucura prossegue com a língua faladeira e o jiló (o músculo bucal bovino em rara e feliz namoro com o vegetal amargo), o joelhão de porco à pururuca e o prato batizado como Olha a marra do porquinho, nada menos do que nacos robustos de barriga suína lindamente assados ao alho e servidos com dois molho: o de mel e mostarda e o de limão com abacaxi. Veja só que abuso…

CACHAMBEER – R. Cachambi 475, Cachambi. Tel. 3597-2002. DE ter. a sex., das 17h à meia-noite; sáb., do meio-dia à meia-noite; dom. e feriados, do meio-dia às 18h. http://www.cachambeer.com.br Aceita cartões.

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Uma resposta to “Guia 450 Sabores do Rio 40 – Cachambeer: um boteco épico, com petiscos heróicos e deliciosos”

  1. Leandro Says:

    Meu quintal, meu preferido!

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