Archive for janeiro \25\-02:00 2020

Retrato de um Prato: a sopa Leão Veloso

25/01/2020
Sopa leao veloso - Rio Minho

Sopa Leão Veloso, do Rio Minho: há quase 100 anos em cartaz – Foto de Bruno Agostini

Na semana passada falamos do filé à Oswaldo Aranha, prato carioquíssimo criado por um diplomata/político e batizado com o seu nome. Hoje o assunto é a sopa Leão Veloso… prato carioquíssimo criado por um diplomata/político e batizado com o seu nome.  Uma caminhada com cerca de 20 minutos pelo Centro do Rio separa o Cosmopolita, onde nasceu a receita carnívora, e o Rio Minho, berço desse caldo de pescados encorpado, feito com base em peixes e frutos do mar, ainda hoje o melhor lugar para apreciar esse clássico da gastronomia carioca.

Viajado e apreciador da boa mesa, Paulo Leão Veloso foi diplomata do Brasil em vários países, entre eles a França. Foi lá que ele conheceu a Bouillabaisse, sopa típica de Marselha, no sul da França, às margens do Mediterrâneo. E foi essa receita que inspirou a versão carioca, que ganhou o nome do sujeito que teria passado, na década de 1910, provavelmente, o modo de preparo aos donos do Rio Minho.

“Isso não aconteceu apenas para homenagear Pedro Leão Velloso Neto. Cozinheiros, garçons e muitos clientes não conseguiam pronunciar corretamente Bouillabaisse. Portanto, a sopa carioca não é um ‘plágio’ da francesa, como se pensou por muito tempo, porém uma aculturação em função da disponibilidade de produtos e, sobretudo, da dificuldade de comunicação”, escreveu o  maior jornalista da História da Gastronomia Brasileira, J.A. Dias Lopes, colunista da Veja (leiam, basta seguir no Facebook).

Continua no site Menu Agostini:
Retrato de um Prato: a Sopa Leão Veloso do Rio Minho

 

Alloro al Miramar – um passeio pela cozinha italiana

25/01/2020
Alloro - busiate com vongole e bottarga 2

Busiate com vôngole e bottarga – Foto de Bruno Agostini

Levado por um amigo que sabe das coisas, conheci o chef Renato Ialenti num local chamado Pra Vadiar – Botequim Italioca, em Copacabana, ao lado da Galeria Alaska. O nome vem da junção das palavras Itália (ou italiano) com carioca. Era um boteco, enfeitado com referências ao samba e ao futebol, mas com cardápio quase 100% italiano (tinha um belo caldinho de feijão). Tinha, ainda, uma bela carta de cervejas (maioria nacional). Um lugar único, do qual chego a sentir saudades pela despretensão, pela qualidade da comida (mas que porchetta!!!) – e, se não me falha a memória, pela sambinha que tocava em bom volume.

Gostei tanto que voltei mais duas ou três vezes, em curtíssimo espaço de tempo, coisa que não é nada comum em minha vida.

Depois, tive um jantar memorável no L’Ulivo, também em Copacabana, na companhia de Joaquim Ferreira dos Santos, enquanto o restaurante estava sob o comando de Ialenti. Vale dizer que depois da saída dele, quem assumiu a consultoria da cozinha foi o chef Michelle Petenzi, que dá expediente hoje na Casa do Sardo e afiliados: é dos melhores cozinheiros do Rio, e o L’Ulivo está muito bom depois de seu trabalho.

Tudo isso para dizer que hoje Ialenti está no comando do Alloro al Miramar. Já estive lá cinco ou seis vezes desde que assumiu a cozinha, e a comida que ele prepara me emociona como poucos (quem me conhece sabe que sou um italianófilo, especialmente no que tem a ver com a gastronomia).

– O Renato faz comida italiana de verdade, como na Itália – me disse certa vez o chef Nello Cassese, do Cipriani, defendendo uma tese que eu já defendia desde que o conheci.

O cardápio do Alloro indica a procedência de cada prato. Assim ficamos sabendo que o Baccalá mantecato con polenta grigliata (é do Vêneto), uma espécie de rillete de bacalhau, cremoso, servido sobre a polenta crocante.

Do mesmo modo, o polipo e patate é originário da Campânia: no menu de entradas essas estão entre os melhores pedidas. O polvo com batatas e tinta de lula é certeiro.

Outras boas escolhas são o carpaccio de olhete com pistache, hortelã e limão siciliano caramelizado.

E a Bresaola con fichi al Porto (da Lombardia), uma bela combinação entre bresaola de lagarto bovino com figos ao vinho do Porto, servido com creme de mascarpone e castanhas de caju.

Ainda tem, além de vitelo tonnato, é uma belezura de panzanella de frutos do mar. E quem sabe a gente pode pescar da lista de pratos principais, de pescados, a frittura di gamberi e calamari con verdure di stagione, camarões e anéis de lula e legumes da estação fritos, servidos com maionese caseira.

Continua no site Menu Agostini – Alloro al Miramar.

Cama e Mesa: Alloro al Miramar – Um passeio pela cozinha italiana tradicional – por Renato Ialenti

Agenda cervejeira carioca: Festival em Friburgo reúne 20 produtores serranos no próximo fim de semana

20/01/2020
Festival Cerveja das Montanhas

Os cervejeiros participantes do festival – Foto de divulgação

A Região Serrana do Rio de Janeiro é o berço da cerveja no Brasil. A primeira fábrica da bebida no país foi a petropolitana Bohemia, que há alguns anos retomou a produção na planta original, no Centro da Cidade Imperial – onde há bar, restaurante e um excelente museu a respeito do tema, além de produção para cervejarias ciganas (para ler sobre a Cervejaria Bohemia, clique aqui).

o próximo final de semana, dias 25 e 26, Nova Friburgo recebe a primeira edição do Festival Cerveja das Montanhas, reunindo 20 produtores entre os 23 que fazem parte da associação Rota Cervejeira RJ, que tem marcas da própria cidade, além de Teresópolis, Guapimirim e Petrópolis: Black Princess (Grupo Petrópolis), Bohemia, Brewpoint, Odin, Tortuga Craft Beer, Doutor Duranz, Brassaria da Matriz, Da Corte, Madame Machado, Vila de Secretário, Colonus, Rota Imperial, Lumiarina, Barão Bier, Pontal, Alpendorf, Soul Terê, Mad Brew, Kanton Bier e Favre Baum.

Continua no site: https://menuagostini.com.br/agenda-cervejeira-festival-em-friburgo-reune-20-produtores-serranos-no-proximo-fim-de-semana/

Deliciosa lista insana: 22 lugares que servem rabada em diversas e deliciosas versões

18/01/2020
Iraja-rabada

Irajá Gastrô: ravióli chinês de rabada ao molho de queijo, apenas isso – Foto de Bruno Agostini

Rabada é vida. Seja em sua versão mais clássica e difundida por aqui, com agrião e batatas cozidas (a primeira ajuda a quebrar a gordura e a segunda absorve o molho, criando um conjunto impressionantemente delicioso e equilibrado) seja em forma de arroz ou em variantes, digamos, mais autorais…

Continua no site Menu Agostini.

Para ler, clique aqui.

SULT, uma das melhores novidades da temporada no Rio: só podia ser em Botafogo

18/01/2020
SULT - fregola com polvo

Fregola sarda com polvo, uma das estrelas do menu – Foto de divulgação

O SULT é uma das melhores novidades do Rio. Funcionando desde o final do ano passado, a casa é mais um desses restaurantes de perfil moderno, natural e aconchegante em Botafogo, o bairro mais legal e saboroso do Rio de alguns anos para cá. É onde encontramos casas de perfil moderno, e onde tenho comido e bebido melhor nos últimos tempos (vide Oteque, Irajá, Lasai, South Ferro, Lima Cocina Peruana, entre vários outros, fora os bares, como Meza e Quartinho, hamburguerias, enotecas, cervejarias, cafeterias e o incrível Be + Co). Paro por aqui para não me alongar muito, mas poderia citar, fácil, mais uns dez lugares de que gosto muito.

Continua no site Menu Agostini.

Para ler, clique nesse link aqui.

Cosmopolita: um almoço no berço do filé à Oswaldo Aranha, receita carioca

16/01/2020
file-a-oswaldo-aranha-do-cosmopolita

Ainda hoje o prato é servido na frigideira de ferro, como na época em que foi criado, a década de 1930 – Foto de Bruno Agostini

No fim do ano, num momento de nostalgia, me peguei em dúvida, em um passeio pelo Centro. Onde vou almoçar. Primeiro, pensei no Rio Minho, onde por mais de três anos eu almoçava lá semanalmente, aproveitando que trabalhava perto. Ia no balcão do lado de fora, onde servem PFs e refeições a preços mais acessíveis (saudados do polvo ao alho e óleo a R$ 16…). Mas aí lembrei do chope do Bar Brasil, e de um prato que é a cara deste recanto histórico (assim como o Rio Minho): o kassler à mineira, união de Minas com Alemanha, criação de ninguém menos que Paulinho da Viola (ele mesmo!), a cara do Rio. Foi então que veio à memória a suculência do filé à Oswaldo Aranha do berço deste prato tão carioca, criado pelo político de mesmo nome, nos tempos em que esse restaurante – outra pérola histórica da gastronomia carioca – era chamado de Senadinho, pela frequência desses congressistas. Feliz, estou de volta ao Cosmopolita para devorar o seu filé à Oswaldo Aranha.

Continua no site Menu Agostini: para ler, clique neste link.

Cozinha em Revista: Venga La Barra, um grande bar para festejar os dez anos da casa

04/01/2020
Venga La Barra - canelone

Canelone de frango ao molho de foie gras: uma loucura – Foto de Bruno Agostini

Devagar, devagarinho, o Venga cresceu. Em tamanho, mas sobretudo em qualidade. Sucesso desde a inauguração, em 2009, o bar de tapas conseguiu se espalhar pela Zona Sul, mas o mais importante: a comida que sempre foi muito boa hoje está ainda melhor. Passaram a fazer pães (o melhor pão que provei no Rio foi o chamado Cristal: experimentem). E, hoje com quatro casas, o Venga tem um cardápio em cada local (claro que muita coisa se repete, mas cada qual com sua própria identidade). Seja festejando a cozinha praiana espanhola, no Venga Chiringuito, ou explorando uma cozinha mais ampla, de mar e montanha, no Venga Taberna, o grupo realiza um festival mensal de paellas que é um sucesso merecido, convidando chefs para apresentar as suas versões do arroz que é o prato nacional da Espanha.

Continua no link: Venga La Barra: um grande bar para festejar os dez anos da casa