Archive for the ‘Comida’ Category

João de Barro: asas à tradição no Centro do Rio de Janeiro

18/02/2012

Na primeira vez que fui ao Beco das Sardinhas, numa happy hour de sexta-feira há uns dez anos atrás, eu passei pela porta do restaurante João de Barro. O lugar me chamou a atenção, em primeiro lugar porque eu tenho especial admiração por essa ave com vocação para a arquitetura, que constrói lindos ninhos usando apenas o barro – no Uruguai e na Argentina o bicho é chamado de “hornero”, que seria em tradução livre “forneiro”, em português, isso porque a sua casinha tem formato de forno de barro, daqueles para assar pizzas, e mais recentemente esse apreço só fez crescer, quando descobri que o pássaro gosta de morar em vinhedos (a foto foi feita na Bodega Bouza, bem pertinho de Montevidéu, na viagem que fiz no fim do ano passado). Pois desde aquele ano de 2002 eu tinha vontade de visitar o restaurante João de Barro.

Passava pela porta e lia o cardápio, cheio de pratos com nomes de frequentadores, e ficava invariavelmente com vontade de entrar. Vontade essa que cresceu imesamente ao saber que o seu Augusto Vieira, maitre e sócio do restaurante Málaga, bem perto dali, trabalhou por anos no João de Barro. A casa tem, naturalmente, esse espírito acolhedor, representado pelo dono sempre presente, pelos garçons com décadas de casa, pelo cardápio clássico.

Pois finalmente almocei por lá dia desses (estava combinando de ir com o Joaquim Ferreira dos Santos, mas não resisti…).

Aproveitei que tinha um compromisso pela manhã no Centro e cheguei ao João de Barro logo depois dele, exatamente às 11h30, hora de abertura da casa.

Claro que fui o primeiro cliente do dia. O vitral não é algo que eu chamaria de belo… Mas acredita que eu curti?

Dispensei o couvert, mas acabei aceitando os croquetinhos servidos pelo garçom, que não incluiu os acepipes na conta, simpaticamente. Pouco antes eu havia pedido uma garrafinha de vinho, daquelas de 187ml, de um dos meus produtores preferidos, o português Paulo Laureano.

Com muita dúvida no coração, quase pedi um prato marinho, instigado pela seleção de receitas que transitam entre combinações clássicas, como polvo à espanhola, cavaquinha ao thermidor, moqueca de frutos do mar e bacalhau à lagareiro, e outras mais raras de se ver, como cherne ao molho de mel e mostarda com arroz de açafrão, e uma série de pratos batizados com nomes de clientes assíduos.

Quem sabe como maneira de ter que voltar em breve, já estava simpatizando bastante com o lugar, acabei pedindo o prato do dia: naquela terça-feira era um arroz de rabada, e sempre que existe uma rabada no menu eu fico tentado a pedir. Vou ter mesmo que voltar, porque não só escolhi o arroz de rabada, como achei muito bom.

Não espere um risoto italiano. Era arroz comum mesmo. Mas o que vale, neste caso, é o sabor da carne, o tempero exato: havia boa quantidade de rabada misturada ao arroz, e havia também uns pedaços especiais, daqueles miudinhos, coroando o meu PF chique. Custava R$ 37,90 e dava até para duas pessoas (que não tivessem muita fome: eu deixei quase metade, e olha que estava muito bom, mas havia uma tarde de muito trabalho em seguida, e fechar jornal com sono é muito ruim).

Pulei o café, e fui para o jornal, seguro de que não vai demorar muito para eu voltar ao João de Barro. De preferência, carregando o Joaquim…

—————————————————————————–

Agora, o cardápio (clique na foto para aumentar e facilitar a leitura).

Começo pelo fim, mostrando os “Pratos dos amigos” e as sobremesas.

Os pratos do dia e as sugestões do chef.

Entradas, saladas, sopas e carnes…

Frutos do mar, aves e massas…

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

Alessandro & Frederico: pizzaria carnívora

16/02/2012

A carne está na moda no Rio, sem dúvida. Nos últimos tempos, além da chega da Fogo de Chão e da criação da CT Boucherie, acontece a investida de antigas casas em cardápios carnívoros. Duas das pizzarias da Alessandro & Frederico, no Rio Design Barra e no Fashion Mall, hoje servem boas carnes que rivalizam na preferência dos clientes com as ótimas pizzas servidas ali.

A mesa de antipasti: começo obrogatório de percurso

Outro dia fui jantar no Fashion Mall, e fui focado nas carnes. Mas é claro que não resisti á mesa de antipasti, que é sempre a melhor madeira de se começar uma refeição ali, especialmente porque acompanhamos com uma boa focaccia, e regamos tudo com bom azeite.

O prime rib, também chamado de pirulito: macio e saboroso, mas um pouco mais passado e com mais sal que o ideal

Para o prato principal, escoltado por Catena Malbec, sempre bom par para uma boa carne, eu pedi um prime rib, que é dos meus cortes preferidos atualmente. Matéria-prima de ótima qualidade, que chegou um pouco mais passado do que eu gostaria (pedi no ponto do chef, como sempre peço, frisando que gosto de carne sangrenta, como sempre faço) e também com uma pitada a mais de sal. Mas estava macia, saborosa e suculenta.
Agora quero provar o bife ancho e as costeletas de cordeiro, duas outras paixões. Porque, apesar do churrasco vegetariano do domingo passada (para ler, clique aqui), eu ainda gosto e muito de um bom churrascão.

Agora, o menu (clique na imagem para ampliar).

 

 

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

 

“Mucha Ambre” nessa hora…

14/02/2012

O salão tem decoração moderninha, mas clean, sem excessos

O Ambre Cuisine & Bar, em Botafogo, uma das boas novidades de 2011 no Rio de Janeiro, aponta duas tendências no cenário gastronômico carioca. A primeira está exposta no complemento do nome “Cuisine & Bar”: o lugar tem clima de bar moderninho, tipo lounge, mas dedica especial atenção à comida.  Esse tipo de lugar está mais que na moda por aqui, e reflete o interesse cada vez maio dos jovens pelos prazeres da boa mesa. O outro apontamento é a transformação de Botafogo (e Humaitá) em um pólo gastronômico variado, mas que tem nos bares desse estilo o carro-chefe. É coisa que começou há cerca de cinco anos, mas se reforçou definitivamente no ano passado, Isso já é não mais uma tendência, é uma realidade. O primeiro foi o Miam Miam, depois veio o Oui Oui, o Meza, o Doiz, o Entretapas e o Irajá, todos em Botafogo, cada qual a seu modo, apostando na combinação de boa comida, servida em pequenas porções (e ainda temos o Syuzzi, a Bottega del Vino, o Brigitte’s, todos na rua Dias Ferreira, no Leblon, outro aglomerado desse tipo de restaurante). Gosto de todos nessa lista. Por isso, hoje em dia, quando penso em sair para jantar, Botafogo é sempre um bairro cogitado. Até porque ainda tem o Alameda, a Cobal, o Yorubá…

Svmma Varietales 2004: elegante corte de Syrah, Petit Verdot e Cabernet Sauvignon

Estive lá recentemente com uma amiga, para bater papo e provar um vinho, um senhor vinho, o espanhol Marquês de Griñon Svmma Varietales 2004, de Valdepusa, uma DO de Pago nos arredores de Toledo, em Castilla-La Mancha: um vinhaço elegante, complexo e gastronômico, importado pela Winebrands (custa R$ 181), mas isso é tema lá para a Enoteca.

Bolinhos de baião de dois: mais uma interpretação de pratos com feijão em forma de croquete

Gostei bastante do cardápio, que tem ingredientes que aprecio, como cordeiro e rabada, em composições interessantes. São receitas aparentemente bastante aconchegantes, várias delas inspiradas em clássicos, como baião-de-dois, moqueca e bife à cavalo. Existe alguma critividade e umas pitadas de ousadia (ravióli de banana-da-terra com camarão?). Para acompanhar o lindo vinho, pedimos umas boas comidinhas. Primeiro, bolinhos de baião de dois com carne-de-sol e molho de pimenta-de-cheiro, seguindo a onda de transformar pratos de feijão em primos dos croquetes. Estava bem gostoso, divertido.

Rolinhos de cordeiro com pesto de queijo de cabra: boa sacada

Junto pedimos rolinhos de cordeiro com pesto de queijo de cabra. Na verdade, essa era para vir antes, porque pedimos primeiro, mas trouxeram tudo junto. Ora, se é um bar de pequenas porções, é melhor que chega uma de cada vez, não é? Essa coisa de vir tudo junto é para quando cada um vai comer um prato. Pois provavelmente o rolinho ficou pronto antes, e ficou lá na cozinha, esperando os bolinhos. Assim, chegou frio à mesa. O recheio estava saborosa á beça, a massa era delicada e tinha boa crocância, mesmo fria, e estava bem sequinha. Porque não foi servido antes? Uma pena. Mas gostei.

Escondidinho de cordeiro com batata baroa e mascarpone: bom, mas gordo

Finalizamos a parte salgada com um escondidinho de cordeiro com batata baroa e mascarpone, que estava bem gostoso, mas podeia ter menos gordura. Todos acompanharam muito bem o vinho, diga-se lá.

Pudim de cupuaçu com coulis de frutas vermeljas e tuille de castanhas: gran finale

Encerramos com um pudim de cupuaçu (amo cupuaçu) com coulis de frutas vermelhas e tuille de castanhas, que estava muito bom e equiliabrado, com boa harmonia entre salgado e o azedinho. Olha que beleza. Em toda a sua simplicidade, foi um gran finale.

———————————————————————————————————

Agora, o cardápio. Clique na imagem para ampliar.

Preciso voltar para provar um monte de coisa: a terrine de queijo de cabra; a bruschetta de filé à cavalo com cebolinha francesa; a bruschetta de rabada; a trilogia de tapioca; a salada de bacalhau; as robatas de porco e de filé; a moqueca de peixe e camarão; o risoto de rabada, o ravióli de banana-da-terra com camarão, o tiradito…

Volveré! Con mucha Ambre.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

La Carioca: “una cevichería chiquita y hermosa” no Jardim Botânico

09/02/2012

Na última vez em que estive em Buenos Aires, em 2009, havia aproximadamente 40 cevicherías na cidade, e outras vertentes da cozinha peruana. Na ocasião ainda li em algum uma jornal reportagem falando do modismo, anunciando novidades. Hoje esse número deve estar ainda mais alto. Talvez 80, talvez 100. Em São Paulo o fenômeno começou há cerca de cinco anos, e já não podemos contar nos dedos das mãos os endereços dedicados á cozinha da terra de Gastón Acurio, dono de várias marcas gastronômicas, entre elas o la Mar, instalado nas capitais da Argentina e do Estado de São Paulo, a mais famosa cevichería do planeta, que diz ter planos de chegar ao Rio. Mas enquanto seu mestre não vem…
O ceviche não chegou agora ao Rio, como sabemos: isso aconteceu há uns oito anos, uma década talvez, pelas mãos de alguns chefs, entre eles o boliviano Checho Gonzales, que muitos teimam em achar que é peruano, justamente por usar ingredientes andinos e por ter nos ceviches um dos seus pontos fortes. Mas as cevicherías, sim, estão fresquinhas, acabaram de chegar. Temos o Intiuhasi, mas este é um restaurante peruano, que gosto bastante, aliás, e não uma cevichería (e fiquei triste de não ter incluído no meu guia de restaurantes do Rio).
Pois no fim do ano passado o Rio ganhou as suas duas primeiras cevicherías. Uma está instalada no completo gastronômico do Jockey Club, cuja visita em um fim de semana de corridas, com a filha, estou adiando há tempos, mas prometo para muito breve breve. A outra se chama la Carioca e fica no Jardim Botânico, na Rua Maria Angélica, ao lado da pizzaria Bráz.


E ontem lá fui eu. Chegamos um pouco antes das 22h. Casa lotada, com gente em pé na calçada, botei o meu nome na lista para esperar uma mesa do lado de fora, e o mesmo fez um monte de gente, entre elas o batarista João Barone, dos Paralamas. Sorte é que a espera foi refrescada pela cerveja da casa, produzida por uma fábrica no Recreio dos Bandeirantes que eu já escutara falar. Provamos a Pilsen, leve, refrescante e frutada, e também a Weiss, de trigo, mais encorpada, séria e potente. Preferi a Pilsen, mas reconheço o valor da Weiss.

O salão é pequenino e simpático, com um caballito de totora (aquelas canoas feitas com uma espécie de palha, típicas do Peru e da Bolívia) pendurado no teto graciosamente.
Mais de uma hora depois nos sentamos numa das mesinhas altas do lado de fora. E ali pedimos três porçõeszinhas, que mataram a nossa fome noturna.

Um ceviche clássico de peixe branco (esse aí de cima), um ceviche misto “caliente”, levemente aquecido, e servido morno, e umas vieiras salteadas em alho e azeite.
Estava tudo bem bom.

O melhor para mim foi o ceviche misto (o da foto acima), que estava bem saboroso, mesclando camarões, tentáculos de polvo,vieiras e cubinhos de peixe, em um tempero agradável (eu trocaria a insignificante pimemta biqueinho por uma boa dedo-de-moça), servidos junto a uns chips de batata que davam um croc-croc agradável, que espantava qualquer monotonia em termos de sabor e textura. Já o ceviche tradicional estava bem bom, mas se tivesse um pouco menos ácido estaraia próximo da perfeição: peixe gostoso e com bom frescor, tempero legal (podia ter mais uma pimentinha, viu?) e uma gostosa batata doce aromatizada com canela.

As vieiras também estavam bem atraentes, e o molho ficava ótimo quando molhava os pedacinhos de pão.
Na hora de pedir a conta, já lá por volta de 1h da matina, também solicitamos a saideira. Mas e não é que as cervejas estavam todas quentes?
Mas que vacilo… Mas não seria uma saideira que iria comprometer a minha noite. Então, rumamos para o Baixo Gávea para uma Itaipava long neck. E tudo bem.
——————————————————————————————————
E agora, o cardápio (clique nas fotos para ampliar). Achei os preços justos.

Ceviches e causas.

Os piqueos.

E as sobremesas.

Ah, sim, em tempo: as cevejas (355 ml) da casa custam R$ 6,80.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

O jamón serrano do Esplanada Grill (e a morcilla, o beef tea…)

08/02/2012

Hoje eu escrevi lá na Enoteca um post sobre o Entretapas, o melhor bar de tapas do Rio, disparado (calma, ainda vou escrever aqui, numa pegada menos vínica, digamos).

O cortador de jamón no bar do restaurante de carnes em Ipanema: espetacular

Então, fiquei matutando sobre o Jamón Serrano, essa divindade ibérica. Apesar de o Entretapas ser o melhor bar de tapas da cidade, o melhor lugar para apreciarmos um bom presunto espanhol é mesmo no Esplanada Grill, em Ipanema.

E precisa de legenda???

É difícil, quase impossível, resistir àquele pernil de cor rosada, com veios brancos entremeados, marmorizando a carne com a sua nobre gordura.
Faca apropriada, um bom “cortador de jamón” (coisa muito séria na Espanha, viu?, com direito a campeonato e tudo), uma boa base e, principalmente, uma matéria-prima de excelência (só peças certificadas das melhores marcas) são as causas dessa minha predileção. São três anos de cura. Uma coisa de maluco.
Estive lá na semana passada, com amigos que gostam de uma boa mesa. Depois de umas linguicinhas feitas na casa (sim, feitas na casa), fomos de jamón. Depois de muitos brindes e gargalhadas no bar, seguimos para o  jantar propriamente.

Morcella perfeita: nunca mais vou deixar de pedir quando for lá

Não sem que antes eu pedisse uma morcilla, que adoro e é tão difícil de se encontrar por aqui. A do Esplanada também está entre as melhores.
Falando em raridade, é o único lugar que conheço que ainda serve o beef tea, um caldo de carne bem temperado, que já foi moda por aqui, e hoje anda esquecido. Dizem que é um santo remédio contra ressaca. Nunca testei dessa maneira, só como entrada mesmo, mas posso afirmar que o beef tea do Esplanada Grill é ótimo. E o fato de servi-lo da de lá, ainda, um dos únicos lugares capazes de servir um bull shot, coquetel feito com o beef tea e vodca, além de uns temperinhos. Ainda não provei, mas farei em breve.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

O melhor do Rio: minha “cédula de votação” para a eleição da revista Época”

08/02/2012

No fim do ano passado eu fui convidado pela revista Época para participar de uma eleição das melhores coisas do Rio de Janeiro.

Deu meus votos, acompanhdos de pequenas frases ou considerações sobre todos os lugares. Para cada quesito eu deveria escolher três lugares diferentes.

Aproveito para compartilhar com vocês a minha “cédula de votação”, que estava incompleta (tomei a liberdade de incluir novidades como a Casa Carandaí, inaugurada na semana passada, porque eu não tinha preenchido o quesito “delicatessen”, o que só fiz hoje. Porém, outras boas novas, como Irajá, Vieira Souto, Brigitte’s e Bottega del Vino ficaram de fora, porque preenchi enteiramente as fechas de suas categorias).

Há votos sobrepostos, porque não fiquei fazendo quebra-cabeça para encaixar um montão de gente, sem repetir nomes. Escolhi os que considero melhor em cada quesito, recorrendo à memória e, portanto, sujeito a falhas: certamente eu me esqueci de um ou outro nome recomendável que devia estar aqui. E ainds tenho que preencher um ou outro quesito completamente.

Rio a céu aberto

Praias: Ipanema (democrática e com o pôr-d-sol mais lindo do mundo), Copacabana O Rio, em todos os seus matizes), Joatinga (no meio da cidade, quase selvagem)

Parques: Jardim Botânico (visita origatória para cariocas e turistas), Parque Nacional da Tijuca (uma floresta no meio da selva de pedra), Parque Lage (bom para caminhar, tomar café da manhã e estudar artes plásticas)

Esportes radicais: Rapel na Catacumba (aventura com segurança), voo livre na Pedra Bonita (para saber como o Rio é lindo é preciso saltar), escalada no Pão de Açúcar (a via de alpinismo mais espetacular do Brasil)

Trilhas: Paineiras (bastante espaço, muito verdes e lindos panoramas), Morro da Urca (o melhor jeito de se chegar ao alto) e Parque Lage-Corcovado (dois cartões-postais ligados por um lindo  caminho)

Passeios de barco: Cagarras da Macuco Rio (para ver Copa de outro ângulo), Ilha Grande (ilhas, praias e mergulhos sensacionais), Paraty (para pegar uma praia bonita sem ter que dirigir)

Passeios de bicicleta: Ciclovia da Lagoa (uma voltinha já é um bom exercício), ciclovia da Orla (para curtir o visual, ver e ser visto), Paineiras (se não dá para subir, leve no carro)

Praça: Cinelândia (bares, salas de cinema, o Municipal: a cara do Rio), Nossa Senhora da Paz (bonitinha e gostosa, um respiro no meio de Ipanema), General Glicério (só no Rio para uma praça ter roda de samba e choro)

Vista da cidade: Arpoador (Ipanema, Leblon, o Morro Dois Irmaos ao fundo, o sol morrendo no mar…), Morro da Urca (Estamos com a Baía da Guanabara aos nossos pés, com o Corcovado ao fundo: tudo é ainda mais belo num fim de tarde de inverno), Corcovado (o Rio em 360 graus, em todo o seu esplendor)

Arredores: Paraty (praia e montanha, história e boa comida), Búzios (praia lindas, bos hotéias e badalação), Petrópolis (história, natureza e gastronomia, e o frescor serrano)

Feiras: Rio Antigo (antiguidades, boa música e muita gente legal), São Cristóvão (um forró pra alegrar, uma carne de sol pra matar a fome), Circuito Rio Orgânico (ótima iniciativa, onde encpontramos orgânicos a preços mais interessantes)

– Restaurantes

Pizza: Capricciosa (simplesmente a melhor pizza da cidade), Alessandro & Frederico (forno a lenha, massa fina e ingrediemtes selecionados), Bráz (o jeito paulista de servir pizza e chope)

Alemão: Adega do Pimenta (Pequeno, agradável e muito saboroso), Bar Brasil (o melhor chope encharcado de história, e cm direito a receita criada por Paulinho da Viola), Málaga (pratos alemães preparados à perfeição, como todo o resto do cardápio eclético dessa casa altamente recomendável)

Italiano: Quadrifoglio (a cozinha está cada vez melhor, e o serviço no salão acompanha o alto nível), Gero (Infalível), D’Amici (entra ano, sai ano sempre uma pedida certeira: ali não tem comida ruim)

Melhor ambiente: Cipriani (o que já era bom, ficou ainda melhor depois da reforma, e a vista para a piscina continua fantástica), Fasano al Mare (confortável e bonito), Le Pré Catelan (mesas espaçadas, uma nesga de vista para a praia de Copacabana)

Melhor cenário: Bar Urca (uma mureta que só poderia existir no Rio), Palaphita Kitsch (à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, com vista matadora para o Morro Dois Irmãos), Quiosque do Português (na Praia do Leblon, com ótimos comes e bebes)

Japonês: Azumi (no Japão deve ser mais ou menos assim), Ten Kai (tradição nipônica em roupagem moderna), Sushi Leblon (toques contemporâneos e criativos na culinária tradicional do Japão)

Chinês: Mr. Lam (execução perfeita de um cardápio bem interessante), Show Kou (parece até China, mas na Praia de Copacabana), Primeira Pá (da Tijuca)

Asiáticos: Sawasdee (cardápio interessante e variado, com preparo sempre  certeiro), Nam Thai (pequeno, aconchegante e competente), Mekong (uma bar de tapas asiáticas)

Carne: Esplanada Grill (da linguiça ao cordeiro, da picanha ao prime rib, a grelha perfeita), Giuseppe Grill (ótimas carnes, carta de vinho abrangente e um ambiente agradável), Majórica (grelha a carvão, cortes perfeitos, carne macia e ponto exato de cozimento)

Frutos do mar: Fasano al Mare (pescados frescos alla italiana com a grife Fasano), Satyricon (tudo sempre fresco, quando não vivo, saindo direto do aquário para a cozinha, ou mesmo para a mesa), Rio MInho (tradicional, apresenta um cardápio variado de pescados, sempre frescos e bem preparados)

Francês: Le Pré Catelan (o melhor restaurante do Brasil, simplesmente, ao lado do Olympe), Olympe (o melhor restaurante do Brasil, simplesmente, ao lado do Le Pré Catelan), Le Vin (a cozinha francesa clássica, em todos os seus matizes)

Saladas: Celeiro (quando a salada pode ser gastronomia), Gula Gula (simples, divertido, leve e gostoso), Universo Orgânico (receitas naturebas surpreendentes)

Brasileiro: Nova Capela (o cabrito é um patrimônio da cozinha carioca), Cosmopolita (berço do filé à Oswaldo Aranha, e melhor lugar para apreciá-lo), Yorúbá (afro-baiano, foge das fómulas fáceis, com pratos deliciosos, com tempero único)

Português: Antiquarius (tudo sempre maravilhoso, do ambiente e serviço à comida), Adegão Portguês (uma espécie de consulado Português em São Cristóvão), Adonis (o melhor bacalhau do Rio)

Árabe: Amir (para conciliar a cozinha das mil e uma noites com vinhos com vinhos do Líbano no melhor árabe do Rio), Cedro do Líbano (além de esfirras, quibes, kaftas e afins, tem uma picanha de cordeiro na brasa que é um negócio de doido), Sírio e Libanês (peça o rodízio e seja feliz)

Feijoada: Casa da Feijoada (caldinho de feijão e linguicinha para começar, uma panela de barro com direito a rabinho, para os que gostam, com boa batida e doces brasileiros para encerrar), GRES Portela (samba e feijão, casamento perfeito, tradição carioca),  Pérgula (se é para ir comer feijão em um hotel, que seja O hotel)

Bufê para almoço: Celeiro (caro, mas tem saladas de outro mundo, criativas, frescas e diferentes), Da Silva (um bufê imenso, que consegue ser muito bom), Frontera (bons ingredientes, menus variados, ambiente legal)

Almoço de negócios: Eça (melhor restaurante do Centro, tem ótima estrutura para receber executivos), Antiquarius (Antiquarius é Antiquarius), Gero (Gero é Gero)

Para ir com as crianças: Quinta (um lindo jardim com micos, laguinho com carpas e funcionários que  cuidam bem da petizada), Porcão (parquinho e comida para todos os gostos), Gepetto (clássico das famílias cariocas)

Contemporâneo: Roberta Sudbrack (quando a cozinha também é poesia e arte), Oro (uma revolução na cozinha carioca), Bazzar (quando ser moderno é ser aconchegante e delicioso)

Chef:  Rolland Villard (um mestre), Roberta Sudbrack (uma artista), Kiko Faria (um criativo perfeccionista, com técnica apurada)

Rodízio de carne: Porcão (tem que saber pedir, mas, assim, é imbatível), Fogo de Chão (precisa de ajustes, mas só a morcela, o shoulder steak e as costeletas de cordeiro já valem a visita, sem falar no visual), Palace (bom, bonito e barato, especialmente nos horários promocionais)

Novo: Duo (chegou chegando, e poderia estar na lista dos melhores italianos, mas vamos esperar a casa fazer um ano), Doiz (um bar para jovens que apreciam a boa mesa), Q (para comer bem, beber bem e ver gente interessante)

Carta de vinhos: Laguiole (um baú de raridades e preciosidades, mas tudo tem o seu preço), Terzetto (variada e adequada ao menu da casa), Aprazível (uma ode ao vinho brasileiro, mas com outras opções também)

Sobremesa: Le Pré Catelan (Dominique Guerrín arrebenta), Olympe (Claude Troisgros é craque nos doces), Quadrifoglio (Lomanto Oliveira vai das receitas clássicas ás suas próprias criações com absoluto domínio das técnicas de patisserie, e ainda faz cada sorvete…)

Em hotel: Le Pré Catelan (o melhor restaurante do Brasil), Cipriani (todo o carioca deveria ir, ao menos uma vez na vida, viver a experiência de jantar ali), Fasano al Mare (um luxo em todos os aspectos)

Natural/vegetariano: Universo Orgânico (podemos comer bem e de maneira saudável), Vegetariano Social Clube (várias surpresas naturebas, até uma feijoada vegetariana), Hareburguer (sandubas estratosféricos paranormais iluminados e holísticos)

Delivery: Antiquarius (a perna de cordeiro é divina e dá para dois tranquilamente), Alvaro’s (tem de tudo, sempre bem preparado, em porções generosas e preços justos), Adega do Cesare (bom, bonito e bartato)

Restaurante popular: Pastoria (o cordeiro com coradas é um espetáculo), Gracioso (não está sempre lotado no almoço à toa), Escondidinho (a costela com farofa de ovos é uma coisa, e, sob encomenda pode preparar uma rara cabeça de cherne com camarões) e Aboim (PF de rabada sensacional a R$ 9 é sacanagem!)

– Bares

Pé-Limpo: Chico & Alaíde (dupla dinâmica), Original do Brás (um boteco perfeito) e Bar do Mineiro (indispensável no roteiro por Santa Teresa)

Pé-Sujo: Aboim (a felicidade em forma de PF por apenas R$ 9), Bracarense (tudo continua maravilhoso como antes, só que um pouco mais vazio), Bar da Portuguesa (caldo de siri e bolinho de bacalhau feitos à perfeição)

Gastrobar: Doiz (Cardápio interessante, cheio de referências tradicionais em pratos e drinques, mas tratados com criatividade e irreverência), Q (para ver a vida pssar na Dias Ferreira, coisinhas legais e “bebendo bons drik”), Mezza (espécie de precursor dessa turma)

Melhor balcão: Clipper (a cara do Rio: vá no pós-praia), Adega Pérola (o mais carioca dos bares de tapas), Caranguejo (uma empada e um chope, por favor!)

Melhor galeto: Sat’s (o segredo é o tempero), Viva Flor (perfeito para o pós-praia), Galeto Central (encare a file porque vale a pena)

Petisco: Bracarense (além dos clássicos de sempre, como o bolinho de aipim com camarão e catupiry, o pernil e o caldinho de feijão, ainda está cheio de boas novidades), Aconchego Carioca (revolucionou a chamada baixa gastronomia com criatividade e talento), Entretapas (o melhor bar de tapas da cidade)

Melhor bolinho: Aconchego Carioca (o berço da coqueluche carioca, o bolinho de feijoada, é o que melhor prepara o acepipe), Bracarense (Alaíde saiu, e daí?, o bolinho continua igual), Chico & Alaíde (o talento de sempre no preparo de salgadinhos)

Melhor pastel: Aboim (recheio farto), Cachambeer (“se quiser creminho, nem pede”, diz com razão o menu: só tem camarão)  e Alvaro’s (clássico dos clássicos: rejeite o Tabasco oferecido pelo garçom e peça o potinho de malagueta para temperar o recheio de camarão)

Melhor empada: Caranguejo (par perfeito para o chope), Mosteiro (jamais resista ao garçom que circula pelo salão com uma panelinha cheia delas) e Bracarense (o que já era bom ficou ainda melhore recentemente: prove a de queijo e a de siri)

Chope: Bar Brasil (simplesmente o melhor, porque chope perfeito é no copo schinitt, com boa dose de espuma. Espuma, não, creme. E vem de uma torneira só), Adonis (porque chope perfeito é no copo schinitt, com boa dose de espuma. Espuma, não, creme. E vem de uma torneira só), Bar da Amendoeira (porque chope perfeito é no copo schinitt, com boa dose de espuma. Espuma, não, creme. E vem de uma torneira só)

Drinque: Miam MIam (um dos primeiros a apostar numa carta consistente de drinques), Q (roubou a Lara do Londra, e fez muito bem), Mezza (apesar do cardápio gourmet, vale pedir um drinque não um vinho)

Carta de cervejas: Bazzar (não basta ter boa quantidade de rótulos, mas um menu especial para cervejas), Delirium Café (a maior varidade), Aconchego Carioca (campeão dos campeões)

Carta de cachaças: Academia da Cachaça (pioneira em valorizar a pinga), Aprazível (só a pinga feita pela família em Minas já faz merecer a indicação) e Otto (tem até um Clube da Cachaça, além de uma extensa lista)

Área ao ar livre: Aconchego Carioca (um jardinzinho para se gastar a tarde entre comer e bebes), Colombo do Forte (café com vista para a Praia de Copacabana), Aprazível (É Aprazível demais mesmo)

Para casais: Zazá Bistrô (tem até pratos afrodisíacos, embora não sejam chamados assim), Aprazível (uma experiência), Hansl (fondue com vista incrível para a Barra)

Para paquerar: Adega Timão (ferveção do Centro), Braseiro da Gávea (para ver e ser visto, sempre), Bracarense (gente interessante, cariocas e turistas, amigos, solteiros, e facilidade de interação pela proximidade das mesas)

Para ver jogos: Pizza Park da Cobal do Leblon (quero cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro…), Informal (podemos comer bem), Bartholomeu (animação geral) e Barthodomeu (agito boleiro em Ipanema)

Em hotel: Londra (uma loucura deliciosa), Bar do Lado (agito e boas comidinhas no Leblon), Bar dos Descasados (imperdível para um tête-a-tète regado a drinques ou bons vinhos, ou caipirinhas)

Tapas: Entretapas (o melhor bar de tapas que se tem notícia de todo o Brasil), Venga (vale pelo conjunto da obra), Adega Pérola (um bar de tapas à carioca, criado antes de bares de tapas entrarem na moda)

Quiosque: Quiosque do Português (o melhor da orla), Drink Cafe (bons comes, bebes e ouves: boa música em algumas noites, vale ver a programação), Siri da Praia (posto avançado praiano do Siri Mole, em Copacabana)

– Guloseimas

Sorvete: Itália (a clássica), Mil Frutas (a pioneira em criatividade), Vero (a melhor)

Suco: Universo Orgânico (imbatíveis), Polis Sucos (consagrado), Juice & Co (casa de sucos com bom restaurante a tiracolo)

Comidinha rápida: Yalla (belo fast-food árabe), Bentô (belo fast-food japa), Focaccia (belo fast-food italiano)

Comida de rua: Acarajé da Nega Teresa (parece Salvador, mas com o charme de Santa), Sorvete do Moraes (procure pelo senhorzinho nas tardes do Leblon, ali na Ataulfo, nas imediações da José Linhares, em direção ao Baixo) e

Comer na feira: Sushi do Arnaldo (peixaria na feira que vira suhi bar), Barraca da Chiquita (a melhor da Feira de São Cristóvão), acarajé na feira Hippie de Ipanema

Comer na praia: Biscoito Globo (com Matte Leão, por favor), Hareburguer (sandubão natureba de Ipanema), Sucolé do Claudinho (refrescante) – e ainda tem os sandubas do Uruguaio, no Posto 9…

Doces:  Envídia (ótimos chocolates e um lindo café da tarde), Alda Maria (uma viagem a Portugal), Da Casa da Táta (bolos, pamonha… tudo fresquinho, feito na casa)

Tortas: Kurt (alimentando gerações de cariocas com receitas de inspiração germânico-judaicas), Chaika (endereço antológico, com algumas receitas esculturais) e Aquim (obras de arte adocicadas)

Salgados: Bracarense (o botecão do Leblon ainda é o rei dos salgados), Casa do Alemão O croquete feito por eles merecia ser tombado pela Assembleia Legislativa como patrimônio imaterial fluminense), Caranguejo (além das clássicas empadas de camarão, tem uima lista de salgadinhos marinhos fantástica)

Sanduíche:  Amir (um kebab – e suas variantes – divino), Focaccia (ótimos pães, deliciosos recheios), Casa do Alemão (o sanduba de linguiça feita por eles merecia ser tombado pela Assembleia Legislativa como patrimônio imaterial fluminense)

Burguers: Joe & Leo’s (templos dos hambúrgueres), Bazzar Café (delícia, delícia) e Forneria (alla italiana, assado no forno à lenha)

Café: Bazzar (grãos nobres, cafés da manhã, cafés da tarde, cafés para fazer em casa…), Sorelle (uma academia do café, onde encontramos de tudo, até sabonete feito com o grão), Armazém do Café (não sei bem porque, mas adoro: talvez por ter sido pioneiro).

Delicatessen: Lidador (tentações por todos os lados), Casas Pedro (o mais próximo que chegamos de um bazar árabe), Casa Carandaí (só por nos trazer queijos brasileiros raríssimos merece estar na lista, mas ainda há ótimos pães e vinhos etc)

Café da manhã: Escola do Pão (só nos fins de semana), La Bicyclette  (só não vá nos fins de semana), Talho Capixaba (pata todos os dias)

Pão: La Bicyclette (indescritível, tem que ir lá), Escola do Pão (ninguém é bom professor à toa), Talho Capixaba (fornadas variadas e sublimes, saindo o dia todo)

Comida orgânica: Universo Orgânico (saladas redentoras, preparações criativas), Celeiro (fazem misérias de maneira saudável, leve e deliciosa) e Vegetariano Social Club (provando que o Leblon é campeão no quesito, serve comida leve e fresca, sem carnes e com bons vegetais)

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

Leiteria Mineira: ontem, hoje e amanhã, um clássico carioca

03/02/2012

Não sei quantas leiterias havia no Rio de Janeiro no começo do século passado. Desconfio que eram muitas. Sei que na virada do milênio, havia duas. Hoje, só sei de mais uma. Uma pena. Leiterias eram lugares que serviam cafés da manhã e almoços para a turma do Centro, de segunda a sexta, abrindo ali pelas 7h e fechando por volta das 18h, acompanhando o horário comercial da cidade.


Lembro-me perfeitamente do dia em que meu pai me levou para almoçar na Leiteria Mineira, casa que funcionava no edifício Avenida Central, em frente ao trabalho dele, advogado do BNDES. Isso deve ter, pelo menos, 20 anos.
Nesse mesmo almoço ele comentou a respeito de outra leiteria, essa instituição tão carioca que vai se perdendo: era a Leiteria Silvestre, instalada não muito longe, no número 115 da Rua São José. Nas visitas que fazia ao pai nos anos seguintes, estivemos mais algumas vezes juntos almoçando ali. Depois, a Leiteria Mineira se mudou para quase defronte, do outro lado da Avenida Rio Branco, instalando-se onde está hoje, no número 35 da Rua da Ajuda.
Já faz um bom tempo que a Leiteria Silvestre fechou as portas, uns dez anos, sufocada pelo fast food, pelos restaurantes a quilo, pelos nossos recentes maus hábitos alimentares.

Mas a Leiteria Mineira segue firme e forte, lotada no almoço de segunda a sexta, além de servir café da manhã (coalhada com ameixa, mingau de aveia, creme de maizena, arroz doce, coalhada e torradas Petrópolis). À tarde, há quem vá tomar um belo milk shake. Aproveitei uma reunião ali por aquelas bandas, mais precisamente no prédio vizinho, e fui comer rever o cardápio da casa.

Escolhi a “vitela assada com gnocchi”, apesar da advertência do garçom de que não se tratava de bezerro, mas sim de carne de peito de boi assada (por que não chamar de carne assada, então?), já que adoro esse corte, quando bem preparado.
Ele não demorou mais que dois minutos para trazer o meu prato. A carne assada estava mesmo ótima, saborosa, com tempero correto, uma delícia. Era o seu molho espesso que salvava o nhoque do fiasco completo, porque era massudo e grosseirão, faltava sabor. Mas com um pouco do molho, e um punhadinho de queijo ralado, dava para encarar.

Encerrei com um pudim delicioso, com gostinho de casa da avó.
Agora quero ir pela manhã, para provar o creme de maisena (servido com ameixa) que meu pai tanto falou bem quando puxei assunto com ele sobre a Leiteria Mineira. Onde mais comer mingau no Rio?
E na semana que vem aproveito uma consulta médica perto dali e volto para o almoço. Pode ser que peça a dobradinha à moda do Porto, que estava muito bonita, circulando pelo salão com boa frequência. Ou quem sabe, dependendo do meu estado de espírito, escolho a carne moída com um ovo e arroz. Também posso seguir a sugestão que me fizeram, e apostar no estrogonofe. Há boas chances, ainda, de escolher uma língua (com purê, provavelmente), um picadinho à moda indiana (feito com curry, é claro), ums costelinha de porco com feijão preto, arroz e farofa à brasileira, ou, ainda, um bom filé à Oswaldo Aranha. Sei lá, ainda que remotas, há alguma possibilidade de eleger o camarão com chuchu, em homenagem a Carmem Miranda. Sim, eu também “sou do camarão ensopadinho com chuchu!”, assim mesmo, com ênfase no vegetal que dá na serra. Não descarto, ainda, pedir um filé com dois ovos, com uma porção extra de fritas, outra de alho frito e, dependendo da fome, até uma farofinha. Pretendo encerrar com uma goiabada com queijo Minas. Ou que tal uma banana split?
Não sei o que vou pedir. Sei que vou viajar em lembranças antigas.

—————————————————————————

Agora, o cardápio (basta clicar nas fotos para elas aumentarem de tamanho, facilitando a leitura).

Café da manhã.

Almoço, parte 1.

Almoço, parte 2.

Sobremesas etc.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Ponte aérea gastronômica: porque comemos melhor no Rio do que em São Paulo

02/02/2012

Nelson Rodrigues era mesmo um gênio. Quando ele cunhou a frase “toda a unanimidade é burra” ele não criou apenas um dos grandes pensamentos da cultura brasileira, mas da humanidade. Quando leio ou escuto a ideia de que “se come melhor em São Paulo do que no Rio”, imediatamente me vem à cabeça a sábia frase.

A ela associo outras: “Uma mentira contada mil vezes acaba virando verdade” é uma delas.

Pois é…

Quando muita gente grita a mesma coisa, é quase certo que estão erradas. Desconfie sempre desses comportamentos. Essas “verdades absolutas” geralmente não passam de grandes mentiras.

Outro dia, pelo Facebook, que virou um dos grandes palanques desses estranhos tempos modernos, eu li de uma jornalista paulistana que vive alhures a seguinte frase, que além de hipérbole, é mentirosa, vazia e, como metáfora, de uma pobreza inacreditável: “O Rio é um Saara gastronômico”.

Ela quis dizer que a cidade é um deserto em termos de boa comida. Genial!

Depois, a emenda ficou pior que o soneto, ao me responder, quando discordei dela: “para resumir o q penso do q vc diz é q não dá nem pra começar a discutir isso”.

Como assim? Não dá para discutir? Há quem duvide que 2 mais 2 sejam 4, como dizer que “nem dá para começar a discutir isso”. Isso parece aquela mãe, que diz para o filho: “Isso não pode porque não pode”. Ou o sujeito que não come jiló: “Não gosto porque não gosto”.

Como mal ela frequenta tanto o Rio quanto São Paulo, porque é “globetrotter”, é estranho que uma pessoa assim possa fazer esse tipo de juízo de valor. Mas faz. Como tanta gente faz. Muitos dos que dizem que “se come melhor em São Paulo do que no Rio” jamais estiveram nas duas cidades, e muitos menos cumpriram qualquer roteiro gastronômico em ambas. Mas afirmam categoricamente. É um comportamento de manada. Jornalistas, críticos gastronômicos e outros desajustados não são bois, mas às vezes se comportam como tal: é mais confortável trabalhar com conceitos consagrados, com menores chances de serem contestados. É mais fácil, menos trabalhoso, e isso expõe menos a gente. Difícil mesmo é ter opinião própria, discordar das massas.

Já estava há algum tempo para escrever sobre isso. O comentário de ontem foi só a deixa.

Não é preciso muito esforço para ver que, de uma maneira geral, come-se melhor, e até mais barato (apesar dos preços dos alugueis), no Rio do que em São Paulo. A cidade tem quatro restaurantes com três estrelas do Guia Quatro Rodas, contra dois de São Paulo (e a Locanda perdeu a terceira no ano passado, depois da saída do Danio, e apenas por isso, e não pela qualidade da comida). A melhor chef em atividade no Brasil, a que apresenta o trabalho mais consistente e atento ao que acontece no mundo, uma cozinha empírica, emotiva e surpreendente em toda a sua simplicidade, é Roberta Sudbrack, que fincou raízes ali no Jardim Botânico. O maior revolucionário da gastronomia do país é Claude Troisgros, que chegou ao Rio no fim dos anos 1970 e não mais saiu: virou rubro-negro, teve restaurante em Búzios e virou estrela de TV. Não preciso falar muito a respeito dele. E ainda tem o Danio Braga, que ensinou, via Rio de Janeiro, o brasileiro a beber vinho e comer bem, muito bem. Quer saber quel é o melhor restaurante do Brasil? Na minha humilde opinião, o Le Pré Catelan, do chef Roland Villard, ali em Copacabana, no Sofitel.

Aqui, veja bem, estamos tratando apenas de alta gastronomia. Não falamos simplesmente de comida boa. O time de restaurantes antigos e tradicionais do Rio tem uma importância fantástica na história dos sabores brasileiros. Difícil traçar paralelo com outras cidades.

Outra dessas bobagens que se diz é que São Paulo tem mais “tradição gastronômica” que o Rio. Meu Deus… As pessoas se esquecem que ali no comecinho dos anos 1980, quando os paulistas estavam habituados apenas às suas cantinas antiquadas, bebendo Chianti ordinário, o Danio Braga já estava aqui com o seu Enotria, e fundando a Associação Brasileira de Sommeliers, a ABS. Esse povo de memória curta (ou memória condicionada aos seus interesses) não se lembra que antes disso, ali no fim dos anos 1970, quando o Claude Troisgros já arrepiava as panelas cariocas, em Copacabana, os paulistas ainda acreditavam que cozinha francesa era petit pois, champignon e, vá lá, um tornedor au poivre. As pessoas se esquecem de tudo isso. E ainda tem o Paul Bocuse, né?

E o melhor boteco? Poderia citar uns dez no Rio antes de chegar a alguns em São Paulo (Bar Leo, quem sabe…) que esteja no mesmo nível (e que não imite os botecos cariocas). Aquela papo de chope gourmet, por exemplo, é um desses equívocos… Tem gente que acha ótimo. Pois é…

Instituições como o Nova Capela, o Cosmopolita, o Bar Brasil, o Adonis, o Amendoeira, o Rio Minho, o Lamas, o Paladino e alguns outros não encontram paralelo em São Paulo em termos de charme, história e boa cozinha, comida à moda antiga, sem espaço para chefs vaidosos. Eu adoro, mas você pode achar ruim.

Ela diz que no Rio não tem bons “comedores”. Hummm, que frase estranha. Tenho uma piada para isso, que me foi contata por um paulista, aliás, mas prefiro ficar com ela para mim, porque esse é um blog de comida, e não de gracinhas, embora bom humor seja sempre ótimo, em qualquer lugar: numa cozinha, numa sessão plenária do STF ou na beira de praia.

Bons comedores???????????

Pior foi o título do post no Facebook, que deu origem a tudo: “Com sorte, o Rio de Janeiro – Saara gastronômico se comparado a SP – ganhará um restaurante de alto nível….” Pois então quer dizer que se o chef carioca escolher o Rio para abrir um restaurante é sorte da cidade??? Rá rá rá. Não seria o contrário, sorte dele abrir um restaurante no Rio de Janeiro em vez de São Paulo? Eu penso que sim… Deprimente é o depoimento do rapaz, que parece que não sabe nada…

Bem, é fácil perceber que não apenas na cidade, mas no interior e no litoral do Rio, come-se melhor que nos equivalentes paulistanos. Basta contarmos as estrelas do Guia Quatro Rodas, que é principal referência no assunto no Brasil (edição feita por paulistas, que se diga), para constatar que Petrópolis (e também Visconde de Mauá) tem muito mais estrelas do que Campos de Jordão, e Paraty e Búzios têm o mesmo desempenho em relação a Ilhabela e Ubatuba, ou seja lá com que cidades paulistas você queira comparar… Aliás, as únicas cidades do Brasil fora as capitais com restaurantes cotados com duas estrelas são Petrópolis, Teresópolis, Visconde de Mauá e Guarapari, essa última no litoral do Espírito Santo.

Enfim…

Sem falar que o Murakami, o Atala, a Helena Rizzo, os três principais chefs de São Paulo, estão doidos para vir para o Rio. E ainda tem o Paulo Barros, e tantos outros. Duro vai ser voltar para lá depois. Vão acabar ficando por aqui. Mas por que será que o contrário não acontece? Posso imaginar…

À certa altura, ela escreve: “os próprios chefs cariocas (ou radicados no Rio) q vc cita sao os primeiros a se frustrarem c a falta de bons restaurantes e bons COMEDORES no Rio. Ponto.”

Mas o quê?

Dá vontade de rir, mas fico preocupado com a irresponsabilidade da moça ao fazer o comentário. Ela deve ter as fontes dela, e talvez tenham dito algo do gênero, ou ela não soube decodificar a mensagem. O que eu ouço de donos de restaurantes, enólogos e hoteleiros, aqui no Brasil e em outros países, é justamente o contrário: que paulista gosta de esbanjar, e pagar caro por coisas ruins, e gosta de mostrar que está gastando muito dinheiro, e que o carioca é mais discreto, chique e elegante, que usa melhor o seu dinheiro, que bebe melhores vinhos, que tem mais conhecimento gastronômico. Será que eles dizem isso por que sou carioca? Talvez… Mas concordo com eles inteiramente.

Agora, é claro que em termos de diversidade e quantidade, não dá para competir. É provável que São Paulo tenha uns 30, 40 restaurantes realmente muito bons. O Rio pode ser que tenha uns 25, 30. Mas sempre vai ser assim: São Paulo é três vezes maior… embora seja dez vezes menos importante no cenário internacional.

Você pode até achar que se come melhor em São Paulo que no Rio. Mas não queira que eu concorde e nem deixe de me manifestar. Tô aqui para isso. Para falar do Rio, de comida, de viagens, de vinhos. Dava para escrever muito mais sobre o assunto, mas acho que o post está bem grandinho. E o sol está lindo lá fora, convidando a um mergulho. Lá vou eu. Até porque, é Dia de Iemanjá. Dia de festa no mar.

Dizer que “se come melhor em São Paulo do que no Rio” é moleza. Difícil é o contrário. E daí? Eu digo. E olha que sei do que tô falando…

Mas isso é só uma opinião, a minha opinião. Até prefiro que a sua não seja igual. Como dizia, porque toda a unanimidade…

ATUALIZAÇÃO:
Não Sou apenas eu. Estamos dando uma nota no site do Boa Viagem, com as listas de melhores do ano de 2011, segundo os leitores do Trip Advisor. Na lista de melhores cidades gastronômicas das Américas do Sul e Central, Buenos Aires ganhou e o Rio ficou em nono lugar. E São Paulo??? Sequer aparece na lista… Como bem disse a Fernanda Dutra aqui do meu lado: “Nem é você, são milhões de leitores do Trip Advisor que estão dizendo”. Pois é… :-)
http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice-Food-cTop10-g291958

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro (e umas crônicas como essa): clique aqui.

Casa Carandaí abre as portas no Jardim Botânico: pão pão, queijo queijo (e muito mais)

01/02/2012

Como eu dizia na segunda-feira passada
Não param de abrir boas novidades no cenários gastronômico carioca. Depois do Quadrifoglio Caffe, do Irajá, do Vieira Souto, da  Bottega del Vino e do Brigite’s, é a vez da Casa Carandaí, inaugurada ontem na rua Lopes Quintas, no jardim Botânico, pelo casal Nick Cartolano e João Luiz Garcia, o Janjão, donos do Lorenzo Bistrô, a poucos passos dali, nessa mesma rua, esquina com Visconde de Carandaí (sacou de onde veio o nome da nova casa?).

Nova casa mesmo. A Casa Carandaí funciona numa agradável casinha antiga.

É uma Deli com “D” maiúsculo, embora não seja muito grande. Mas tem tudo o que precisamos: padaria, rotisserie, uma ótima seleção de produtos gastronômicos e de rótulos de vinho.

Um dos destaques é uma câmara de maturação de queijos, a primeira desse tipo que se tem notícia por aqui (pelo menos em estabelecimento comercal).

Ali ficam alguns exemplares muito especiais, produzidos aqui mesmo no Brasil.

Agora, um close em parte dessa maravilhsa oferta que valoriza os nossos produtos.

Um dos destaques é esse Canastra aí de cima, que com a maturação ganha em sabor, ficando com mais intensidade. Como esse eu já conheço bem, deixei para uma próxima vez, preferi investir em novidade. Então, comprei dois queijos: um mineiro, o Serra do Salitre, e um paulista (cujo nome não me recordo, e eu achei uma delícia, e uma pechincha, porque custa R$ 22 o quilo: “mais barato que queijo prato”, lembra o simpático atendente), que aperece na primeira foto dos queijos, aquele embrulhadinho em papel.


No setor de rotisserie encontramos uma boa seleção de pratos prontos, como saladas,…

…quiches, terrines…

…e até pato confit embalado à vácuo,…

…além de massas frescas que só precisam ser cozidas repidamente e molhos para elas.

Eu comprei um polpetone, uma quiche de espinafre com ricota, devidamente degustadas (muito boas) na lanchonete do jornal, esquentadas no microondas) e dos dois queijos já citados.

Nessa mesma linha encontramos um belo frango assado, que a julgar pela aparência e  perfume, está entre os melhores exemplares dessa clássica refeição aqui pela cidade do Rio. Só senti falta da farofinha, e não me lembrei de perguntar se tinha.

A padaria promete, e confirma a vocação do jardim Botânico como celeiro de muitos dos melhores pães da cidade, porque afinal ali estão a Escola do Pão, a la Bicyclette e também o Le Pain du Lapin.

Provei quatro pães, e achei todos ótimos, com destaque para o chamado “da casa” (o segundo da esquerda para a direita na foto acima, que mostra os exemplares disponíveis para uma provinha) …

…e da baguete, saborosa e com casquinha crocante, como gostamos (comi um belo pedaço, sem manteiga nem nada, com grande prazer, imaginando como seria aqui quentinho, com um belo pedaço de manteiga derretendo por cima)

A seleção de azeites, acetos, conservas variadas, queijos, embutidos,…

…carnes curadas e…

…outras gosturas é bárbara.

No mezanino temos o setor dedicado aos vinhos.

Com uma espiadela rápida, vi muitos rótulos interessantes.
Provavelmente a partir de março vai funcionar, nos fundos, um café, com mesinhas espalhadas em um terraço.
Tem tudo para dar certo.
Eu adorei.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.

Quadrifoglio Caffe: novo italiano da cidade já está funcionando, no Leblon, com cardápio e ambientes mais informais que a casa original do Jardim Botânico

30/01/2012


As boas novidades na gastronomia carioca não param. Depois de Irajá, Vieira SoutoBottega del Vino e Brigite’s, é a vez do Quadrifoglio Caffè.

Abriu as portas na quinta-feira passada, na Rua Dias Ferreira, no Leblon, o Quadrifoglio Caffe, filhote mais informal do clássico restaurante do Jardim Botânico, que está vivendo uma fase fabulosa desde que passou por reformas, ganhando novos sócios, há cerca de três anos. Hoje, para mim, é o melhor italiano da cidade, e olha que temos uma seleção respeitável, com nomes domo Gero e Fasano, Duo, Terzetto, D’Amici, Vieira Souto, La Fiducia, Cirpriani, Margutta, Pomodorino…
O novo Quadrifoglio Caffe já abriu lotando, mesmo sem fazer alarde. Quando soube da novidade, lendo a coluna da Luciana Froes, na sexta passada, decidi que iria jantar lá depois do trabalho.
O lugar está bem bonito, com muito vidro, permitindo a entrada de luz natural, e plantas, com decoração que privilegia a madeira, uma beleza.

E lá fui eu. Cheguei umas 22h30, e mesmo assim a casa estava lotada. Não tem problema, eu me acomodei ao lado do bar, e ali pedi uns raviolli fritti, uma massinha delicada recheada com ricota, presunto e azeitona, e frita, lembrando um bom pastel de massa caseira, que é servido com um molhozinho espesso e equilibrado de tomate.
O cardápio é mais simples que o do Quadrifoglio, apostando em combinações clássicas, receitas consagradas em várias regiões da Itália. Animador.

Para acompanhar, o bom Villa Antinori branco 2009, que me fez companhia por toda a refeição, disposto que estava a ficar nos pescados.

Quando consegui a minha mesinha na gostosa varanda,…

…aceitei o couvert gostoso, simples, com cestinha de pães, um grissini muito amável, um potinho com pepino e cenoura crus e um outro potinho com azeite, daqueles bem picantes, do jeito que eu gosto.

Depois, pedi o antipasto del pescatore, combinação de três pequenas porções: uma saladinha de lulas e camarões (esses últimos, uma delicadeza, cozidos levemente no vapor, quase crus, puro frescor), sashimi de namorado e tartare de salmão. Uma beleza.

Para o prato principal pesquei do cardápio o nhoque com lagostins e tomatinhos-cereja, uma alegria marinha.

——————————————————————————————————-

Agora, o menu.

Primeiro, o de café da  manhã, servido diariamente, uma boa sacada, aproveitando o talento do chef Lomanto Oliveira no preparo de pães e doces. Promete ser um sucesso, ainda mais nesse período pós-Garcia & Rodrigues (basta clicar na foto que elas aumentam, facilitando a leitura).

Agora, o cardápio principal. A parte de cima, com entradinhas e sopas, e …

a parte de baixo, com as massas e risotos, os pratos principais e as sobremesas.

Índice de posts de bares e restaurantes na cidade do Rio de Janeiro: clique aqui.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 6.114 outros seguidores