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Guia 450 Sabores do Rio 39 –Bar da Gema: um boteco bem bolado que serve polenta, torresmo, pastel, lasanha, coxinha, hambúrguer…

07/04/2015
Uma das estrelas do cardápio do Bar da Gema é a polenta que, coberta com rabada desfiada, é dos melhores petiscos em cartaz no Rio

Uma das estrelas do cardápio do Bar da Gema é a polenta que, coberta com rabada desfiada, é dos melhores petiscos em cartaz no Rio

O Bar da Gema tem um histórico muito particular, e ao mesmo tempo muito bem representa a nova geração de botequins do Rio de Janeiro. Resultado da união de amigos que fizeram faculdade de gastronomia, a dupla Luiza Souza e Leandro Amaral, tem uma lista vasta de quitutes bem bolados, e com execução segura de quem sabe cozinhar, com técnica, um pouco de criatividade e respeito às tradições culinárias. Desse modo, encontramos ali coxinha, hambúrguer, caldinhos, lasanha, polenta, pastel e torresmo. Mas sempre com uma bossa. Símbolo maior desse borogodó simpático é a polenta que, coberta com rabada desfiada, é dos melhores petiscos em cartaz no Rio. Nem muito alta, nem muito fina, a massa de farinha de milho é grelhada, ganhando uma camada externa douradinha e crocante, protegendo o interior cremoso. Cortado em quadradinhos, serve de base para a carne do rabo bovino muito bem cozida, se desmanchando, com um toque de cheiro verde, para dar vivacidade. Nas noites de terça rola uma coxinha de galinha, que muita gente boa considera a melhor do Rio. Às quartas, a turma que vai até lá ver o futebol, tem como iguaria do dia o hambúrguer de peito bovino com compota de berinjela e muçarela, com batatas rústicas e molho béarnaise. Golaço! Tem pastel, sim. Mas de mortadela com cebola e de feijão gordo. Caldinho? Mas é claro. Só que é caldinho de jiló, versão líquida e bem temperada deste ingrediente clássico dos botequins carioca, temperado com alho frito, com textura admiravelmente cremosa. A lasanha é de jiló, fazendo as vezes de massa. A montagem é vertical, com umas quatro camadas do jiló entremeadas por igual quantidade de andares de queijo, e de uns pedacinhos de linguiça, com um bom e encorpado molho de tomate regando todo o lindo conjunto. Outro bom exemplo do nível do menu é o petisco que atende pelo nome de Péla égua: “É uma trouxinha de couve recheada com canjiquinha e queijo. E coberta por um molho de linguiça”, como define o próprio criador, o chef Leandro Amaral. Como bom botequim que se preze, há torresmo, tipo pipoca, dos bons, uma companhia esperta para apurar a sede, e derramarmos mais cerveja goela abaixo, muito próprio para embalar o papo com os amigos. A última criação da dupla Luiza Souza e Leandro Amaral foi para a edição 2015 do Comida di Buteco: uma porção de cubos de frango acompanhado de farofa de quiabo de milho flocado. Mais um motivo para corrermos até lá para conferir a novidade.

BAR DA GEMA – Rua Barão de Mesquita 615, lojas C e D, Tijuca. Tel. 2208-9414. De ter. a qui., das 17h à meia-noite; sex., das 17h à 1h; sáb., das 13h à 1h; dom., do meio-dia às 19h. Aceita cartões.

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Guia 450 Sabores do Rio 37 – Bar do Momo: o boteco de cozinha criativa na Muda, e o seu clássico bolinho de arroz

05/04/2015
Bar do Momo - Bolinho de arroz

O bolinho de arroz com queijo e linguiça do mar do Momo, um clássico da casa: tem recheio cremoso e a casquinha bem dourada, e merece gostas de pimenta para intensificar o seu sabor.

 

O Bar do Momo alcançou o estrelato. Entrou na rota dos melhores botequins do Rio, chamando a atenção para o pequeno balcão. Por trás do sucesso está Antonio Carlos Laffargue, o Toninho do Momo, como é conhecido o jovem cozinheiro, que assumiu o comando das panelas do antiga negócio familiar, e começou a aprontar. A origem do burburinho ao redor deste boteco miúdo da Muda são os bolinhos de arroz com queijo e linguiça, uma simples ideia brilhante, com interior saboroso e cremoso, cheio de sabor, com a casquinha dourada. É o clássico da casa, tipo de petisco obrigatório em uma primeira visita. Na segunda, também. Ir ao Momo significa comer bem, e comer os tais bolinhos. Merece gostas de pimenta para intensificar o seu sabor. No lugar são servidas refeições substanciosas, e com direito a algumas provocações, como o divertido farol de milha, uma bem executada combinação entre fatias de carne assada recheada com linguiça, daquelas bem saborosas, com molho denso, imersas em queijo meia-cura derretido, com um ovo frito em cima, o próprio farol de milha… Torradas de alho estratégicas chegam junto, justamente para serem usadas de várias formas: pode ser afundada no molho ou servir de base para levar o conjunto à boca. Há pratos do dia. Sexta-feira, por exemplo, tem feijoada, que conta com uma legião de adeptos. Toninho está sempre criando novidades, e muita coisa só sai quando ele está na cozinha, como os hambúrgueres, tal o que é feito com linguiça artesanal, cebola roxa e maionese de Dijon no pão de farelo de trigo, ou a versão com carne assada, cebola roxa e geleia de pimenta. Uma das versões clássicas do sanduíche é um burger alto, com muito queijo derretido, um belo ovo frito por cima, e muita cebola frita, fininha e crocante, ao lado. Recentemente ele lançou a Larica da Muda: um “bolão” de arroz recheado com duas linguiças, cebola caramelizada e ovo caipira. Tartare de jiló? Pois sim, ele pode ser servido. De vez em quando acontece o “Convite do Rei”, quando um chef aparece para cozinhar ali.

BAR DO MOMO – Rua General Espirito Santo Cardoso 50, loja A, Tijuca. Tel. 2570-9389. De seg. a sáb., das 14h às 22h. Dom. e feriados, das 10h às 18h. Aceita cartões.

Guia 450 Sabores do Rio 19 – Columbia: o frango assado mais amado da Tijuca

18/03/2015
O frango assado do Columbia, inaugurado em 1974, na rua Rua Haddock Lobo, que tem como trunfos o tempero acertado, a pele tostadinha e o sabor que da brasa que assa também algumas carnes

O frango assado do Columbia, inaugurado em 1974, na rua Rua Haddock Lobo, que tem como trunfos o tempero acertado, a pele tostadinha e o sabor que da brasa que assa também algumas carnes

Pergunte a um tijucano qual é o melhor frango assado, não do bairro, nem do Rio, mas do mundo. Provavelmente ele responderá “Columbia”. A casa, inaugurada em 1974, se expandiu, chegando à Barra da Tijuca (em 2006), na beira da praia, ao shopping Nova América (2008) e a Botafogo (2010). Mas é a Tijuca mesmo o seu ponto de referência, embora a unidade da Lucio Costa com Olegário Maciel foi quem deu projeção ao restaurantes fora dos domínios tijucanos. O segredo so sucesso não está apenas no tempero acertado, um tom vermelho que realça o sabor do frango, com a pele tostadinha, ponto exato de cozimento, mas principalmente na brasa, uma das estrelas do restaurante, sempre à vista da clientela, o movimento constante com suas grelhas repletas. E o ícone do Columbia é o frango com farofa, que muita gente pede em casa, em porção que pode ser acrescida de arroz branco e fritas (uma montanha, há quem peça meia), e muitas vezes feijão. E há até quem peça a guarnição “à Oswaldo Aranha”, com arroz, farofa, batata portuguesa e alho. Farofa de ovos? Tem. Molho à campanha? Muitos pedem. A mesma brasa que assa os frangos (e galetos) também é a usada no preparo de outras especialidades da casa, a começar pelas linguiças, um dos abre-alas mais pedidos, assim como os pães de alho, além de carnes, como picanha, e toda uma linhagem de “churrasco”. O chope bem na tulipa, gelado, na pressão, e faz sucesso. Os clientes são fiéis, e alguns chamam o restaurante pelo seu nome completo, Na Brasa Columbia, outros já mais íntimos podem até abreviar para simplesmente Columbia.

COLUMBIA (NA BRASA) – Rua Haddock Lobo, 346 (esquina com rua Afonso Pena, Tijuca. Tel. 2568-1283. De seg. a sáb., das 11h às 2h; dom. e feriados, de 11h à 1h. http://www.nabrasacolumbia.com.br Aceita cartões.