Agenda cervejeira carioca: Festival em Friburgo reúne 20 produtores serranos no próximo fim de semana

20/01/2020
Festival Cerveja das Montanhas

Os cervejeiros participantes do festival – Foto de divulgação

A Região Serrana do Rio de Janeiro é o berço da cerveja no Brasil. A primeira fábrica da bebida no país foi a petropolitana Bohemia, que há alguns anos retomou a produção na planta original, no Centro da Cidade Imperial – onde há bar, restaurante e um excelente museu a respeito do tema, além de produção para cervejarias ciganas (para ler sobre a Cervejaria Bohemia, clique aqui).

o próximo final de semana, dias 25 e 26, Nova Friburgo recebe a primeira edição do Festival Cerveja das Montanhas, reunindo 20 produtores entre os 23 que fazem parte da associação Rota Cervejeira RJ, que tem marcas da própria cidade, além de Teresópolis, Guapimirim e Petrópolis: Black Princess (Grupo Petrópolis), Bohemia, Brewpoint, Odin, Tortuga Craft Beer, Doutor Duranz, Brassaria da Matriz, Da Corte, Madame Machado, Vila de Secretário, Colonus, Rota Imperial, Lumiarina, Barão Bier, Pontal, Alpendorf, Soul Terê, Mad Brew, Kanton Bier e Favre Baum.

Continua no site: https://menuagostini.com.br/agenda-cervejeira-festival-em-friburgo-reune-20-produtores-serranos-no-proximo-fim-de-semana/

Deliciosa lista insana: 22 lugares que servem rabada em diversas e deliciosas versões

18/01/2020
Iraja-rabada

Irajá Gastrô: ravióli chinês de rabada ao molho de queijo, apenas isso – Foto de Bruno Agostini

Rabada é vida. Seja em sua versão mais clássica e difundida por aqui, com agrião e batatas cozidas (a primeira ajuda a quebrar a gordura e a segunda absorve o molho, criando um conjunto impressionantemente delicioso e equilibrado) seja em forma de arroz ou em variantes, digamos, mais autorais…

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SULT, uma das melhores novidades da temporada no Rio: só podia ser em Botafogo

18/01/2020
SULT - fregola com polvo

Fregola sarda com polvo, uma das estrelas do menu – Foto de divulgação

O SULT é uma das melhores novidades do Rio. Funcionando desde o final do ano passado, a casa é mais um desses restaurantes de perfil moderno, natural e aconchegante em Botafogo, o bairro mais legal e saboroso do Rio de alguns anos para cá. É onde encontramos casas de perfil moderno, e onde tenho comido e bebido melhor nos últimos tempos (vide Oteque, Irajá, Lasai, South Ferro, Lima Cocina Peruana, entre vários outros, fora os bares, como Meza e Quartinho, hamburguerias, enotecas, cervejarias, cafeterias e o incrível Be + Co). Paro por aqui para não me alongar muito, mas poderia citar, fácil, mais uns dez lugares de que gosto muito.

Continua no site Menu Agostini.

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Cosmopolita: um almoço no berço do filé à Oswaldo Aranha, receita carioca

16/01/2020
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Ainda hoje o prato é servido na frigideira de ferro, como na época em que foi criado, a década de 1930 – Foto de Bruno Agostini

No fim do ano, num momento de nostalgia, me peguei em dúvida, em um passeio pelo Centro. Onde vou almoçar. Primeiro, pensei no Rio Minho, onde por mais de três anos eu almoçava lá semanalmente, aproveitando que trabalhava perto. Ia no balcão do lado de fora, onde servem PFs e refeições a preços mais acessíveis (saudados do polvo ao alho e óleo a R$ 16…). Mas aí lembrei do chope do Bar Brasil, e de um prato que é a cara deste recanto histórico (assim como o Rio Minho): o kassler à mineira, união de Minas com Alemanha, criação de ninguém menos que Paulinho da Viola (ele mesmo!), a cara do Rio. Foi então que veio à memória a suculência do filé à Oswaldo Aranha do berço deste prato tão carioca, criado pelo político de mesmo nome, nos tempos em que esse restaurante – outra pérola histórica da gastronomia carioca – era chamado de Senadinho, pela frequência desses congressistas. Feliz, estou de volta ao Cosmopolita para devorar o seu filé à Oswaldo Aranha.

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Cozinha em Revista: Venga La Barra, um grande bar para festejar os dez anos da casa

04/01/2020
Venga La Barra - canelone

Canelone de frango ao molho de foie gras: uma loucura – Foto de Bruno Agostini

Devagar, devagarinho, o Venga cresceu. Em tamanho, mas sobretudo em qualidade. Sucesso desde a inauguração, em 2009, o bar de tapas conseguiu se espalhar pela Zona Sul, mas o mais importante: a comida que sempre foi muito boa hoje está ainda melhor. Passaram a fazer pães (o melhor pão que provei no Rio foi o chamado Cristal: experimentem). E, hoje com quatro casas, o Venga tem um cardápio em cada local (claro que muita coisa se repete, mas cada qual com sua própria identidade). Seja festejando a cozinha praiana espanhola, no Venga Chiringuito, ou explorando uma cozinha mais ampla, de mar e montanha, no Venga Taberna, o grupo realiza um festival mensal de paellas que é um sucesso merecido, convidando chefs para apresentar as suas versões do arroz que é o prato nacional da Espanha.

Continua no link: Venga La Barra: um grande bar para festejar os dez anos da casa

Este blog está de casa nova

01/02/2019

Este post é só para avisar que a partir de agora o Rio de Janeiro a Dezembro está hospedado em um novo site: https://menuagostini.com.br/

Virou na verdade uma página, com notícias, informações e dicas de bares e restaurantes no Rio de Janeiro. Neste link aqui: https://menuagostini.com.br/rio-de-janeiro-a-dezembro/

Menu Agostini 2

 

Também tem agora perfil no Instagram:

Pão de Açúcar

O Pão de Açúcar, visto do terraço do hotel Yoo2 – Foto de Bruno Agostini

O foco em fazer listas com o melhor do Rio, e uma seleção de lugares para comer e beber.
Segue lá. @rio_de_janeiro_a_dezembro

Rio de Janeiro a Dezembro: um olhar amador (no sentido literal) sobre os bares, restaurantes e outras delícias cariocas

07/11/2018

O Pão de Açúcar, visto do terraço do hotel Yoo2 – Foto de Bruno Agostini

Sempre observei  o Rio de Janeiro com aquele olhar curioso de quem é um pouco residente e um pouco turista. Não sei se por ter morado parte da adolescência em Teresópolis, mas o Rio onde nasci e cresci, estudei, me formei e trabalhei – talvez por seu tamanho – sempre foi um pouco misterioso, até mesmo distante. O que é ótimo. É maravilhoso morar em um lugar e não conhecê-lo por inteiro, e ter sempre algo novo a explorar, um lugar desconhecido a visitar, um quitute jamais visto a se experimentar, um balcão inédito a se gastar a tarde. O Rio é assim.  Para mim.

Mesmo que há mais de dez anos eu tenha transformado o que era lazer em trabalho, ainda preservo um olhar amador sobre isso. Amador no sentido literal mesmo. Segundo o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, da Michaelis, amador (adj sm) é: 1)Que ou aquele que ama; amante; 20) Que ou aquele que gosta muito de alguma coisa; amante, apreciador; 3) Que ou aquele que se dedica a algo não por profissão, mas por diletantismo; diletante. E é disso que se trata. É assim que sou. Mesmo em missão de trabalho. Faço por amor, por paixão, e que sorte é poder trabalhar com aquilo que se gosta.

Ir a bares e restaurantes sempre foi um dos meus passatempos prediletos, e mesmo antes de entrar para a faculdade de jornalismo, e apesar da pouca idade, eu já me considerava um especialista em bares e botequins (também tinha boa experiência com grandes restaurantes, mas neste caso patrocinado pela família que sempre gostou de comer fora), porque os frequentava desde cedo, com fome e sede.  Continua sendo uma diversão, mas também é um trabalho, e já faz muito tempo que não entro em um bar ou restaurante sem esse olhar curioso, um tanto amador, mas também observador e provador profissional. Eu me divirto enquanto trabalho, e trabalho enquanto me divirto.

A partir de 2006, quando fui morar em São Paulo, comecei a escrever sobre o Rio de janeiro, pois até então só fazia reportagens de turismo e gastronomia. Fui, assim, a partir do prédio da Editora Abril na Marginal Pinheiro, afinando esse olhar de forasteiro, uma vez que eu escrevia para publicações de especializadas em Turismo, como a revista Viagem e Turismo, o Guia Quatro Rodas (naquela época já rebatizado de Guia Brasil) e o site Viaje Aqui, onde criei o blog Direto do Rio, que existiu até 2009, quando fui trabalhar no Boa Viagem, d’O Globo – e então criei este blog aqui, Rio de Janeiro a Dezembro, que andou um pouco descuidado nos últimos tempos, enquanto em pensava de que modo eu voltaria a usar esse espaço.  Ele, então, se torna uma parte do site Menu Agostini, que em breve será lançado (onde o Rio também terá destaque, é claro). Mas esse Rio de Janeiro a Dezembro se torna um lugar dedicado 100% à cidade, explorando também o interior, das serras ao litoral. Um guia com os melhores lugares para se comer e beber no Rio de Janeiro, com resenhas, crônicas e críticas sobre bares, restaurantes, cafés, enotecas, cervejarias, padarias, quiosques, mercados, feiras, armazéns e outras bodegas e botequins que mereçam atenção. Na pauta, listas de melhores em diferentes categorias, votações com especialistas, roteiros gastronômicos, crônicas gulosas e afetivas, memórias das comidas da infância, e muitas fotografias – em vídeos, muito em breve.

A ideia aqui também é começar a organizar textos, fotos e informações para a edição de livros, a começar por um guia com o melhor do Rio (nos moldes do que lancei em 2011, pela Editora Senac-RJ), e outros um pouco mais focados em temas mais específicos, como uma seleção de lugares antigos e cheios de histórias para contar e um projeto dedicado a mapear o universo cervejeiro do estado, com bares, lojas, fábricas, rótulos, tours e tudo o mais que envolve este assunto. Rio de Janeiro a Dezembro vira também um selo editorial.

Por ora é isso. Apertem os cintos que isso aqui será a maior viagem.

Uma noite perfeita no Cipriani

01/10/2018

 

Gran finale: merengue, em apresentação linda e escultural, com o brasileiríssimo cupuaçu, além de morango e macedônia – Foto de Bruno Agostini

Era uma noite fria de quinta-feira, e chamou a atenção o salão bem cheio, quase lotado, do Cipriani. Movimentado daquele jeito eu só tinha visto em eventos fechados. Sentei no balcão do bar, embalado pelo piano logo ao lado. Pedi um bellini. Elogiei. Pedi explicações sobre o purê de pêssego.

– Eu faço aqui mesmo – explicou sem ostentação o bartender, o que em associação ao Prosecco de ótima qualidade explica a razão de estar tão bom o coquetel de origem veneziana, clássico do Cipriani original na cidade italiana.

Deu vontade de pedir mais um, mas já sabia que seria longa a noite, e segui para a  mesa. Olhando ao redor, era mais ou menos metade de estrangeiros, e a outra de brasileiros, entre cariocas – muitos – e turistas de outros estados. Muitos parecem hóspedes, mas várias mesas estavam claramente comemorando algo. O Cipriani é mesmo muito adequado para ocasiões especiais. Dois grupos diferentes tinham aniversariantes, e o clima de romance atraía muitos casais, daqui e de alhures.

Jantar no Cipriani é mesmo especial, e recentemente entrou seguramente para a lista de melhores restaurantes do país, em qualquer seleção que se faça. Difícil de competir: a vista linda da piscina mais famosa do Brasil, o serviço que está impecável, um pouco menos formal que antes (que bom), a lista de vinhos e os drinques e – sobretudo – e o que é o mais importante em um restaurante: uma cozinha de alto nível. Altíssimo nível. Dos grandes italianos do mundo. Do mundo, sim.

LEIA MAIS EM: https://brunoagostini.wordpress.com/cipriani/

Chez Claude: a cozinha afetiva do chef Troisgros

24/09/2018

Chez Claude: ovos e ovas – Foto de Bruno Agostini

“Mais à vontade do que nunca na Chez Claude, sua casa que faz um ano em dezembro, Monsieur Troisgros aproveita para apresentar ao mundo sua pupila Jéssica Trindade, que é quem está no comando da cozinha no dia-a-dia, mostrando competência e simpatia.
– Ela sabe exatamente como eu gosto de minha comida, e cozinha muito bem – elogia o chef, que sempre que a agenda permite dá expediente no salão, onde a cozinha é elemento central, dividindo o ambiente em dois, com um balcão debruçado sobre ela.
O preparo dos pratos é um show, e acontece uma deliciosa interação entre os clientes e os cozinheiros, que servem os pratos. Não à toa as filas na porta acontecem diariamente.”

Um dia, quatro restaurantes, entre eles o novíssimo Ró, inaugurado ontem, o primeiro crudívoro do Brasil

09/06/2016

Ontem fiz uma loucura, uma deliciosa e insana jornada gastronômica, em parte fruto do meu apetite por novidades, em parte resultado de feliz desenrolar de acontecimentos.

Já acordei com uma agenda cheia. Trabalho como escritor de manhã cedo, reunião às 11h, almoço ao meio-dia e meia no Puro, degustação de vinhos no Encontro Mistral, no Sofitel de Copacabana, às 17h, e jantar no Bagatelle, às 20h30.

Até aí, tudo bem.

Mas a loucura começo a se desenhar quando, logo ao chegar ao Puro, para o almoço, li na página do Facebook do novíssimo restaurante Ró a seguinte mensagem: “Chegou o dia! Abriremos hoje para almoço de 12:30 às 16:30 horas (sem reserva) e o jantar com reservas pelo telefone 3559-0102 ou e-mail contato@ro-raw.com Almoço com menu “a la carte” e jantar “Experiência Ró de 5 ou 8 pratos. Sejam todos muito bem-vindos !”

Pensei… Se o almoço acabar antes das 16h, acho que vou me sentar no balcão do Ró pra beber um drinque (tinha ouvido falar que este será um dos pontos fortes da casa) e provar uns dois pratos.

Enquanto apreciava um menu degustação de imenso deleite preparado pelo chef Pedro Siqueira, do Puro, que pra mim já se colocou na minha galeria de preferidos, toca o telefone.

– Oi, Bruno. Queria te convidar pra jantar esta semana no Sushi Leblon, o cardápio comemorativo dos 30 anos da casa, em carta até sexta, com o chef espanhol Ricardo Sanz, do premiado restaurante Kabuki, com quatro unidades em Madri, Tenerife e Málaga, todas elas estreladas pelo Guia Michellin. Você pode? – perguntou a assessora da casa.

– Caramba, que pena. Não vai dar. Tenho um jantar hoje, e amanhã eu subo a serra. Estou sofrendo desde já – respondi com o coração guloso tomado de imensa tristeza.

– Ah, não acredito. Queríamos tanto a sua presença.

– Olha, também quero ir. Mas só temos uma chance. Meu jantar está marcado para 20h30. Vou tentar passar pra 21h. Se der, eu poderia chegar às 19h, mas preciso sair 20h45 (sou metódico com horários, e tenho orgulho de raramente me atrasar para compromissos).

– Ok, vou ver se consigo.

Logo ela retorna.

– Consegui um lugar no balcão, 19h. Mas não atrasa, senão não dá tempo de provar o menu inteiro.

Pois então, neste hercúleo esforço de reportagem, eu consegui encaixar tudo o que queria.

Encerrei o almoço no Puro, que me deixou eufórico, com uma sequência de pratos arrebatadora (farei um post à parte), com destaque para os dois exemplares mar-e-montanha, o sashimi de vermelho em caldo de porco, e o polvo com barriga de porco, além de um lagostim no mais preciso ponto de cozimento possível, selado só de um lado, mostrando toda a delicadeza e sabor delicioso do crustáceo, sem falar na moela de pato, que me comoveu, e um acém de wagyu grelhado que eu vou te contar…

Como a novidade é fresquíssima, vou dedicar este post de hoje ao Ró, que – como já disse – abriu as portas para o público ontem.

Fica a poucos passos do Puro, ali no final (ou começo), da Pacheco Leão, quase na rua Jardim Botânico.

Subi as escadinhas que levam ao salão, muito bonito por sinal. As paredes de tijolo aparente, as mesas de madeira, uma escultura arborista no centro, a cozinha envidraçada ao fundo, e o bar com balcão de poucas cadeiras logo à esquerda, na entrada.

Cheguei, e dei de cara com uma mesa reunindo os criadores da casa. Os Alexandres Lalas e Schiavo, os sócios, e a chef Inês Braconnot, que foi enviada aos EUA pela dupla para estudar na mais prestigiosa escola de gastronomia crudívora, ou seja, não só vegetariana, mas também restrita a alimentos crus (na verdade, cujo processo de cozimento não pode passar os 42 graus Celsius.

Bebi um delicioso rosé da Vinhética, em edição não-filtrada, especialmente para a casa, acertado pedido do Lalas. E pude me encantar com esse menu criativo, com pratos lindos, com já andei acompanhando nas duas últimas semanas, quando as minhas redes sociais foram enfeitadas por fotos dos pratos. Provei alguns.

Ró - ravióli de nabo

O surpreendente ravióli de nabo

Comecei logo com o que foi o meu preferido, chamado adequadamente de transparência, um ravióli com “massa” de nabo, finíssima, recheado com kinchi e o PhilaRó, nome irreverente para o cremoso falso queijo, feito com leite de amêndoas.

Ró - sopa de cenoura

A aveludada sopa fria de cenoura

Depois, uma delicada sopa fria de cenoura, com gengibre, refrescante e bem temperada, aveludada pelo uso de castanhas e com o bom sabor do gergelim negro.

– Como você sabe, o gergelim negro é tostado. Ou seja, não é cru. Não sou radical, não gosto de radicalismo. Como é só um tempero, faço uma concessão. Mas 99% do que usamos é absolutamente cru – conta a chef Inês Braconnot.

Ró - salada de algas

A salada de algas, com gomos de laranja e rabanete

Logo em seguida, a salada de algas, que tem textura cheia de nuances, e que traz coroando a montagem dois gomos de laranja, ao fundo, pra no final o prato ganhe contornos cítricos e mais suculência.

Ró - panna non cotta

A irreverente panna non cotta

Pra fechar, o também irreverente no nome panna non cotta. Delírio na arquibancada. Que lugar legal, original, pioneiro, sem igual não no Rio, mas no Brasil, talvez na América Latina. Muita criatividade, louças belas, que dão lindos contornos à apresentação dos pratos, com flores, brotos e especiarias aparentes. Inteligência no uso dos temperos, e técnica apurada, nos cortes e nos preparos. Fiquei encantado. Só plantas. Uma leveza, uma delicadeza.

Enfim, quero voltar, com calma, com mais gente, pra provar todo o menu, todo. Porque tudo me apeteceu. Uma grande novidade para o Rio.

De lá, fui para o Encontro Mistral, rapidamente, e em seguida pro Sushi Leblon. O menu fica em cartaz até sexta, e é o seguinte. Tem primeiro uma versão do dry martini de boas-vindas feito com a vodca Belvedere. Em seguida, vieiras com shichimi fresco, usuzukuri de peixe branco com flor elétrica 9nosso jambu), usuzukuri de peixe branco com azeite do seu fígado, tudo escoltado pelo brilhante champanhe Ruinart Blanc de Blancs. Depois, ovos fritos com batatas e atum picante ou ouriço, sushi de peixe branco com toucinho e sushi de tutano com caviar (estão tendo dificuldades de encontrar o tutano, e talvez precisem adaptar), com o igualmente delicioso champanhe Ruinart Brut Rosé. A sequência seguinte tem tataki de atum com ovas, guisado clássico com sashimi e sushi de atum com açúcar moreno queimado, abrilhantadas pela refrescância do neo-zelandês  Cloudy Bay Sauvignon Blanc 2014. Custa R$ 410, e te digo: está valendo, e muito. Tanto que talvez nem tenha mais vagas. A quem quiser chegar, o telefone é 2512-7830. Quer ver umas fotos do jantar? Vai lá no Instagram @brunoagostinifoto

De lá, corri para o Bagatelle, e consegui ser pontual. E curti a casa. Lugar bonito, com público jovem e festeiro, e uma equipe também jovem e festeira, com ótima carta de drinques, bem executados, e um cardápio pra lá de aconchegante, que tem base francesa, mas passeia pela Itália, e traz referências brasileiras, como as coxinhas de galinha, que agora fazem frente ás já famosas servidas no Bar da Gema. Depois de certa hora, o lugar vira uma quase boate, com música em tom mais alto, gente dançando, e um clima de festa. Também merece post a parte, assim como o Puro, e em breve público aqui. Foi um dia longo, cansativo, e calórico. Mas delicioso. Por essas e outras, eu adoro o meu trabalho, e a liberdade que a vida de frila me proporciona.

No mais, pensando bem, ontem foi moleza, se comparado com o dia em que fui a seis restaurantes, e mais um bar, em Buenos Aires, para preparar esta reportagem aqui. Vida de repórter de turismo, gastronomia, vinhos e afins é assim mesmo, um saboroso devaneio.

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Ró – Rua Pacheco Leão 102, Jardim Botânico. Tel. 3559-0102. www.ro-raw.com

 

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